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LEITURA INSPIRADA DO DIA

EVENTOS FINAIS DE ELLEN G. WHITE, pág. 263/264, nos falando sobre o pós finais dos tempos:

 http://www.cpb.com.br

"Ali toda faculdade se desenvolverá, e toda capacidade aumentará. Os maiores empreendimentos serão levados avante, as mais altas aspirações realizadas, as maiores ambições satisfeitas. E, todavia, surgirão novas culminâncias a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma. Educação, 307 (1903).




Escrito por Luiz J. Marquart às 11h49
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"VALORES MORAIS" DE BUSH PARA A EUROPA



São Paulo, terça-feira, 09 de novembro de 2004


  
CLÓVIS ROSSI

A nova cruzada

SÃO PAULO - Depois de "valores morais" terem sido, talvez, a principal razão para a vitória de George Walker Bush, prepare-se para uma ofensiva destinada a vender idênticos valores aos europeus.
O italiano Rocco Buttiglione, amigo pessoal do papa João Paulo 2º, anuncia sua intenção de percorrer a Europa para promover "valores cristãos na vida pública".
Antes, um microperfil de Buttiglione: ele foi indicado para ser comissário (uma espécie de ministro) do Interior da União Européia. Entre a indicação e a aprovação pelo Parlamento Europeu da nova Comissão, o braço executivo do conglomerado de 25 países, Buttiglione disse que homossexualismo era um pecado.
Previsível escândalo em um continente que, ao contrário dos Estados Unidos, caminha mais e mais para separar igreja e Estado -ou "valores cristãos" da vida pública.
O Parlamento Europeu acabou vetando a nova Comissão só por causa de Buttiglione (as regras não permitem veto individual; ou a Comissão inteira era aprovada ou era inteiramente rejeitada).
Buttiglione acabou renunciando à indicação e, agora, como vingança, parte em cruzada "pela liberdade dos cristãos contra o totalitarismo daqueles que não concordam com as suas crenças", informa o jornal britânico "The Guardian".
Qualquer semelhança com a cruzada que os evangélicos movem nos EUA contra o homossexualismo não é mera coincidência.
Por mais que os europeus olhem com certa ironia para os "valores morais" que informam o governo Bush, é tal a força das idéias nascidas e propagadas na América que não duvido nada que acabem se impondo mesmo num mundo mais secular.
Só não me preocupo com a propagação ao Brasil. Aqui, preconceito pega, mas "valores morais", quaisquer que sejam, viram esculhambação.



Escrito por Luiz J. Marquart às 11h41
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MANCHETES DE HOJE NO SITE DA BBC


Rússia terá nova geração de armas nucleares, diz Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a dizer que o país está desenvolvendo um sistema de armas nucleares diferente de qualquer um já existente no mundo.

Bombas explodem em bancos de Buenos Aires e matam 1
Explosões atingiram agências bancárias em Buenos Aires nesta quarta-feira.

Chirac duvida que mundo pós-Saddam esteja mais seguro
O presidente francês, Jacques Chirac, disse em uma entrevista exclusiva à BBC que ele não tem "de forma alguma" certeza de que o mundo esteja mais seguro com a retirada do presidente iraquiano Saddam Hussein do poder.

RJ tem 5 mil menores no crime organizado, diz relatório
Uma rede de ONGs internacionais divulgou um relatório que estima que 5 mil jovens com menos de 18 anos estão envolvidos com o crime organizado no Rio de Janeiro.

Atentados podem continuar, diz porta-voz do Hamas
Vestido em um bem alinhado terno azul escuro, com um tom de voz calmo e em um árabe sofisticado, Mushir Al-Masri, um dos dois porta-vozes do Hamas, afirma que "a luta do povo palestino continua" e que todos os meios continuam a ser considerados nessa luta, inclusive atentados suicidas.

http://www.bbc.co.uk//portuguese/


Escrito por Luiz J. Marquart às 18h14
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Seminário Sábado 20/11 em Moema



Escrito por Luiz J. Marquart às 17h10
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MAIS DA UNIÃO EUROPÉIA: RELIGIÃO EM DESTAQUE

COMENTÁRIO: questões religiosas se apresentam no cenário da União Européia e merecem nossa atenção. Em 29 de outubro foi assinada a primeira constituição européia, inclusive com assinatura do papa. Conforme destaca o texto, esta constituição não menciona as raízes cristãs do continente europeu. Crise de identidade salienta a reposrtagem. Interessante destacar que questões religiosas vêem à tona na Europa ao mesmo tempo em que se tornam relevantes nos USA e são motivos de disputas políticas e territoriasis no Oriente Médio. Alguma coisa nova está no ar.

The NYT News Service

08/11/2004
Religião é obstáculo à união política européia
Críticos se queixam de que o secularismo está saindo do controle

Jason Horowitz
New York Times News Service

Apesar de todos os discursos grandiosos a respeito da unidade política durante a assinatura da primeira constituição da União Européia, em Roma, em 29 de outubro, foi uma estátua de bronze que acabou ilustrando a atual crise de identidade vivida pelo bloco.

Uma estátua do papa Inocêncio X pairava sobre os 25 líderes da União Européia enquanto estes assinavam uma constituição que não menciona as raízes cristãs do continente. Os apelos repetidos do Vaticano para que a união não procedesse dessa forma não tiveram sucesso, e até mesmo a mão da estátua do papa, feita no século 17, parecia estar estendida em um apelo congelado e fútil.

Em vez disso, a estátua foi uma lembrança do passado espiritual europeu neste momento no qual vários críticos conservadores se queixam de que o secularismo está saindo do controle. As suas suspeitas foram reforçadas quando um ministro católico italiano retirou a sua candidatura para um posto na Comissão Européia, após ser criticado por afirmar que o homossexualismo é um pecado e que as mulheres que se casam e ficam em casa têm uma vida melhor.

Agora, um debate em torno de questões sociais tomou conta da União Européia e acrescentou uma dose de tempero àquilo que é tido freqüentemente como uma tecnocracia insípida. Alguns comentaristas dizem esperar que isso estimule mais pessoas a se interessar pelas políticas da União Européia.

"É mais fácil para o cidadão comum se preocupar com religião e valores do que com questões econômicas técnicas", diz Luca Diotallevi, sociólogo da Universidade de Roma que estudou o papel dos valores sociais e da religião na Europa. "É possível que isso gere mais interesse pela União Européia".

Um forte secularismo tem dominado o discurso político europeu desde que o Tratado de Roma original foi assinado em 1957, criando a Comunidade Econômica Européia, uma entidade precursora da União Européia.

Devido ao fato de os pioneiros da união serem católicos que acreditavam que as raízes comuns do continente iam além das fronteiras nacionais, o Vaticano há muito apóia a experiência.

"A Santa Sé sempre apoiou a promoção de uma Europa unida com base naqueles valores que são parte da sua história", disse o papa João Paulo II após assinar a constituição. "Levar em conta as raízes cristãs do continente significa utilizar uma herança espiritual que continua sendo fundamental para os futuros desdobramentos da união".

As negociações a respeito da constituição incluíam uma acalorada polêmica sobre se as raízes cristãs européias deveriam ser reconhecidas no documento, embora, no final, os oponentes tenham prevalecido.

"O Parlamento Europeu teria provavelmente rejeitado Bush, mas o povo norte-americano, ao contrário, votou nele", disse na quarta-feira Rocco Buttiglione, o ministro italiano obrigado a renunciar por não ter obtido o apoio do Parlamento. "Os Estados Unidos demonstraram ser mais religiosos e mais atentos para com os seus valores do que a Europa".

Buttiglione se tornou uma espécie de ícone para os católicos conservadores que alegam que um secularismo estrito está prejudicando a Europa.

Embora alguns analistas políticos europeus advirtam que a batalha envolvendo Buttiglione e a constituição européia possa minar o apoio da Igreja Católica à União Européia, outros, como Diotallevi, enxergam um raio de esperança.

"O fato é positivo", afirma Diotallevi. "Começamos a discutir coisas que há muito tempo têm sido tomadas como verdades absolutas. A religião era uma questão na qual não podíamos tocar - e agora estamos começando a discuti-la. Não estamos no saindo muito bem nessa tarefa, mas ela está apenas no início".

Tradução: Danilo Fonseca

Escrito por Luiz J. Marquart às 11h19
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NOVA INTERNET PARA O PENTÁGONO

SINOPSE: reportagem publicada no NYT relata novo projeto do Pentágono para criação de uma internet exclusiva para fins militares. Este programa de guerra apelidada de net-cêntrica alcançaria um custo superior a US$200 bi.
COMENTÁRIO: chama nossa atenção a meta de obter a "perspectiva de Deus". "Ïnternet do Céu" e "um ponto de vista de Deus" são outros termos utilizados. Estas expressões nos remetem ao antigo império da Babilônia e o dito por seu rei Nabucodonozor:"Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para a glória da minha majestade?". Sabemos o restante da história e quanta grama comeu este rei.


The New York Times

13/11/2004
EUA montam nova Internet para usar como arma
Meta é dar "perspectiva de Deus" aos americanos durante guerras


Tim Weiner
Em Nova York

O Pentágono está construindo sua própria Internet, uma rede mundial militar de computadores para as guerras do futuro.

A meta é dar a todos os comandantes e soldados americanos um quadro em movimento de todos os inimigos estrangeiros e ameaças --"um ponto de vista de Deus" da batalha.

Esta "Internet no céu", disse Peter Teets, subsecretário da Força Aérea, ao Congresso, permitirá a "marines em um jipe Humvee, em uma terra distante, no meio de uma tempestade, abrirem seus laptops, requisitarem imagens" de um satélite espião e "obter seu download em segundos".

O Pentágono chama a rede segura de Global Information Grid (grade global de informação), ou GIG. Concebida seis anos atrás, suas primeiras conexões foram feitas seis semanas atrás. Poderá levar duas décadas e centenas de bilhões de dólares para construir a nova rede de guerra e seus componentes.

Os céticos dizem que os custos são chocantes e os obstáculos tecnológicos imensos.

Vint Cerf, um dos pais da Internet e um consultor do Pentágono para a rede de guerra, disse se perguntar se o sonho dos militares é realista. "Eu quero me certificar de que o que pretendemos é uma visão, não uma alucinação", disse Cerf.

"Este é um tipo de Guerra nas Estrelas, na qual a política era: 'Vamos lá construir este sistema', mas a tecnologia estava muito atrasada", disse ele. "Não há nada errado em ter metas ambiciosas. Só é preciso temperar com física e realidade."

Os defensores dizem que computadores em rede serão a arma mais poderosa no arsenal americano. Unindo armas, inteligência secreta e soldados em uma rede global --o que chamam de guerra net-cêntrica-- mudará, segundo eles, as forças armadas da mesma forma que a Internet mudou os negócios e a cultura.

"Possivelmente, o elemento mais transformador em nossa força", disse o secretário de Defesa, Donald H. Rumsfeld, "não será um sistema de armas, mas um conjunto de interconexões".

As forças armadas americanas, formadas para combater países e exércitos, agora enfrentam inimigos sem Estado e sem jatos, tanques, navios ou quartéis-generais centrais. O envio instantâneo de inteligência secreta e estratégias para soldados em batalha tornará, em teoria, as forças armadas uma força mais rápida e mais forte contra um inimigo sem rosto.

Robert J. Stevens, executivo-chefe da Lockheed Martin Corp., a empresa com mais contratos com as forças armadas, disse que prevê uma "Internet altamente segura na qual atividades militares e de inteligência estarão fundidas", que moldará a guerra do século 21 da mesma forma que as armas nucleares moldaram a Guerra Fria.

Todos os membros das forças armadas teriam "um quadro do espaço de batalha, um ponto de vista de Deus", disse ele. "E isto é um grande poder."

Mas os tradicionalistas do Pentágono perguntam se a guerra net-cêntrica é apenas um modismo caro. Eles apontam para os combates de rua em Fallujah e Bagdá, dizendo que poder de fogo e blindagem ainda são mais importantes que cabos de fibra óptica e conexões sem fio.

Mas o maior desafio na construção de uma rede de guerra pode ser a burocracia militar. Por décadas, Exército, Marinha, Força Aérea e Corporação Marine têm construído suas próprias armas e tradições. Uma rede, disseram defensores, superaria este antigo modelo.

Os ideais desta nova guerra estão orientando muitos dos planos de gastos do Pentágono para os próximos 10 a 15 anos. Alguns custos são secretos, mas bilhões já foram gastos.

Fornecer as conexões para administrar uma rede de guerra custará pelo menos US$ 24 bilhões nos próximos cinco anos --um custo superior, em dólares atuais, ao do Projeto Manhattan para criação da bomba atômica. Além disso, a encriptação de dados será um projeto de US$ 5 bilhões.

Centenas de milhares de novos rádios provavelmente custarão US$ 25 bilhões. Sistemas de satélite para inteligência, vigilância, reconhecimento e comunicações custarão dezenas de bilhões de dólares adicionais. O programa de guerra net-cêntrica do Exército por si só está orçado em US$ 120 bilhões.

Ao todo, sugerem documentos do Pentágono, US$ 200 bilhões ou mais poderão ser gastos em equipamento e software para a rede de guerra na próxima década.

"A questão é de custo e tecnologia", disse John Hamre, um ex-vice-secretário de Defesa, atualmente presidente do Centro para Estudos Internacionais e Estratégicos, em Washington.

"Nós queremos saber tudo o que se passa o tempo todo em toda parte do mundo? Ótimo", disse Hamre. "Nós sabemos que este olho que tudo vê é o que colocaremos no espaço? Não."

Os militares querem saber "tudo de interesse para nós, o tempo todo", nas palavras de Steven A. Cambone, subsecretário de Defesa para inteligência. Ele disse ao Congresso que a inteligência militar --incluindo cobertura de vigilância secreta por satélite de grande parte da Terra-- será disponibilizada na rede de guerra e compartilhada com as tropas.

John Garing, diretor de planejamento estratégico da Agência de Segurança da Informação da Defesa, que está começando a construir a rede de guerra, disse: "A essência da guerra net-cêntrica é nossa capacidade de posicionar uma força de combate em qualquer lugar, a qualquer hora. Tecnologia da informação é chave para isto".
.....


Escrito por Luiz J. Marquart às 10h58
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