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DESEQUILÍBRIO MUNDIAL

COMENTÁRIO: EGW, autora adventista citada diversas vezes neste BLOG, nos alerta, em textos compilados e publicados às págs. 116 a 118 do livro Eventos Finais - CPB, sobre uma forte crise que acontecerá nos Estados Unidos. O termo utilizado é ruína nacional, porém sem perder a liderança política mundial. Este artigo do NYT revela a presente situação desta poderosa nação e alerta sobre a possibilidde de fortes dificuldade econômicas dentro em breve. Vale a leitura! 

19/12/2004

Déficit orçamentário dos EUA preocupa economistas
Especialistas comparam atual situação economica do país com crise dos anos 80

Eduardo Porter
de Nova York


O Salão Branco e Dourado do Hotel Plaza em Nova York parece um lugar apropriado para grandes decisões, com seus candelabros de cristal nos tetos altos e as paredes brancas com molduras douradas. Foi nesse lugar opulento, em 22 de setembro de 1985, que as principais potências industriais do mundo decidiram criar um plano para salvar o mundo do tumulto econômico...

O presidente Bush começa seu segundo mandato enfrentando um bicho-papão financeiro que tem muitas semelhanças com a crise de 20 anos atrás: o déficit orçamentário dos Estados Unidos está superinchado. O déficit comercial atinge recordes todos os meses. O crescimento acelerado da dívida externa do país está assustando os mercados financeiros. E as taxas de câmbio parecem desproporcionais.

Em 1985 o presidente Ronald Reagan conseguiu evitar a tempestade. Quando iniciou seu segundo mandato, um grande déficit orçamentário e taxas de juros elevadas alimentavam uma alta incessante do dólar, abrindo um enorme buraco na balança comercial. Mas em 1989 o dólar havia caído 50% em relação ao iene japonês e mais de 40% em relação ao marco alemão, sem provocar uma inflação descontrolada. E o déficit de conta corrente - a diferença entre as exportações e as importações de bens e serviços - finalmente começava a diminuir.

Um dos principais componentes da estratégia de Reagan foi montado no Plaza, onde ministros das Finanças e chefes de bancos centrais dos Estados Unidos, Japão, Alemanha Ocidental, Grã-Bretanha e França concordaram em intervir nos mercados de moedas - comprando furiosamente ienes e marcos - para reduzir o valor do dólar. A reunião também inaugurou um período de coordenação de políticas monetárias e introduziu uma dimensão internacional no que haviam sido discussões estritamente domésticas de política fiscal...

"Você precisa de algo como o Plaza para destrinchar as coisas", disse C. Fred Bergsten, diretor do Instituto de Economia Internacional em Washington. "O segundo governo Bush deveria pegar o exemplo do segundo governo Reagan e fazer uma correção em meio de percurso."

Mas além de exercer pressão sobre a China para deixar sua moeda, o yuan, flutuar em relação ao dólar, o governo Bush parece desinteressado em coordenar sua política econômica com outros países...

Hoje as finanças mundiais se equilibram de modo bastante precário entre um grande gastador - os Estados Unidos - e vários países no resto do mundo que são grandes poupadores. Em termos esquemáticos, os Estados Unidos importam e o resto do mundo exporta; os Estados Unidos pedem emprestado e o resto do mundo empresta. Os fluxos financeiros são tão desequilibrados que no ano passado os Estados Unidos absorveram quase três quartos das poupanças do mundo inteiro.

...No final do ano passado, o déficit financeiro nacional chegava a mais de US$ 3 trilhões, cerca de 30% da produção econômica anual do país...

Isso não seria um problema se o mundo estivesse confortável para emprestar somas cada vez maiores para os Estados Unidos, exportando seu capital excedente para pagar os investimentos e o consumo americano. Mas isso é improvável. O presidente do Federal Reserve (banco central americano), Alan Greenspan, que não costuma se preocupar desnecessariamente com déficits, advertiu em um discurso para banqueiros alemães no mês passado que os estrangeiros provavelmente exigirão maiores juros e rendimentos de títulos para continuar segurando a dívida americana...

Alguns investidores estrangeiros já estão ficando nervosos. Nos últimos dois anos, o dólar caiu substancialmente contra todas as moedas, como o dólar canadense e o euro, e um pouco menos em relação ao iene. O investimento estrangeiro está em tendência de queda desde março.

..."Acho que vamos ter um aumento acentuado dos juros e um colapso dos títulos", disse Jeffrey Frankel, professor de economia em Harvard que foi membro do Conselho de Assessores Econômicos do governo Clinton.

Enfrentar esse quebra-cabeça exige diversas mudanças em escala global. Bergsten e outros economistas dizem acreditar que hoje a cooperação internacional seria útil, como foi em 1985.

Em primeiro lugar, o dólar deve cair mais em relação ao yuan chinês e outras moedas asiáticas. A queda acentuada mas estreita do dólar até agora colocou uma pesada carga sobre as exportações de um pequeno grupo de países, enquanto nada fez pelas taxas de câmbio da China e outros grandes exportadores asiáticos para os Estados Unidos. E com o valor do yuan virtualmente atrelado ao dólar, outros países asiáticos, como Japão e Coréia do Sul, têm relutado em deixar suas moedas subir substancialmente.

A pressão americana sobre a China para deixar sua moeda flutuar não teve sucesso até agora. Mas uma abordagem multilateral - capaz de garantir que outras moedas asiáticas subam simultaneamente de modo a não diminir a competitividade das exportações chinesas na região - poderia funcionar, segundo alguns economistas.

"Acho que os europeus, os japoneses e os canadenses poderiam ser muito entusiásticos sobre isso", disse Robert D. Hormats, um vice-presidente da Goldman Sachs International, sobre um acordo multilateral. "Eles afirmam que estão tirando o impacto do ajuste do dólar."

Mas segundo muitos economistas uma mudança de valor do dólar não basta. Para que o ajuste funcione, os asiáticos e os europeus precisam gastar mais e poupar menos, reduzindo sua pressão para exportar e aumentando seu apetite por importações. E, principalmente, a demanda nos Estados Unidos deve cair. Isso significa que o déficit orçamentário deve ser reduzido de seu atual nível de 4% da produção nacional. De outro modo, os juros subirão substancialmente para provocar a redução do consumo privado.

"Não é suficiente os ministros das Finanças anunciarem que não estão contentes com a atual configuração das taxas de câmbio", disse Maurice Obstfeld, um economista da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Eles precisam de políticas adequadas para apoiar essas configurações."


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves



Escrito por Luiz J. Marquart às 18h12
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TURQUIA: FUTURA MEMBRO DA COMUNIDADE EUROPÉIA

The New York Times
 
 
SINOPSE: editorial do NYT comenta acordo dando início às negociações para a entrada da Turquia na CE e o que isto representa para o mundo que estaria deixando de lado questões de etnia e religião em prol dos aspectos dos direitos humanos. É esperar prá ver! 
December 20, 2004
EDITORIAL

The Turks Accede


An agreement to open official membership negotiations for Turkey to join the European Union is a welcome and important step - for Turkey, for Europe and for other countries that want to build a world in which identity is based primarily on shared respect for human rights, not ethnicity or religion.

True, the agreement is marred by some unfortunate omissions and references. These may, justifiably, pique the Turks, who first sought entry into the European Economic Community, the precursor to the European Union, 45 years ago. For one, there is no end date for negotiations. Also, the agreement states that negotiations may be stopped if Turkey backslides in its reforms, a tenet that is implicit in the talks and thus did not need to be made explicit.

Such conditions might satisfy a growing resistance to Turkish membership in the European public, but it could also feed Turkish suspicions that some European leaders are looking for ways to hold Turkey at bay.

It will be up to the Turks to overlook these slights, and for Turkish and European leaders to make the powerful arguments for Turkey's membership. Turkey's prime minister, Recep Tayyip Erdogan, has not flinched from the goal of making the Turkish republic a secular democratic state - the primary criterion for union membership.

In return, the Europeans, by accepting the predominantly Muslim country, show that Islam does not preclude embracing European values. Indeed, as an associate member of the European community since 1963 and a NATO member since 1952, Turkey has as strong a claim to a place in Europe and the West as the new east European Union members.

The negotiations are expected to take about 10 years - plenty of time to resolve existing issues. Along the way, the Turks should be given annual progress reports that close in on a specific end date, so they are not required to be endlessly patient. Forty-five years is already long enough.



Escrito por Luiz J. Marquart às 13h47
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