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WCC e Roma (postado 19/6/05)
| WCC General Secretary Meets Pope Benedict, Stresses Unity |
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Pope Benedict XVI met Thursday with Rev. Dr Samuel Kobia, the leader of the World Council of Churches, in an effort to improve relations between the Roman Catholic and Protestant churches.
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Since the beginning of his tenure, the newly elected pope made reaching out to other Christians a “fundamental commitment” of his papacy.
That commitment was echoed in a statement released after the meeting, where Benedict said he is “eager to continue cooperation” with the WCC.
"The commitment of the Catholic Church to the search for Christian unity is irreversible," Benedict said.
Kobia, agreed, saying faith "is more effective and vibrant when it is lived out together with our brothers and sisters in Christ."
Kobia also invited the Pope to the WCC’s headquarters in Geneva "as yet one more concrete step in our long journey towards visible unity".
One of the main points emphasized during the meeting was in regard to the understanding of the ecclesiology. Kobia, in an interview with the AP, explained that some Protestant members of the WCC were “vexed” by a 2000 document from the Vatican’s Congregation for the Doctrine of Faith, which framed the role of the Catholic Church in human salvation in an exclusive matter.
The document, “Dominus Iesus,” which the pope signed and headed when he was a cardinal, suggested that non-Catholic “ecclesiastical communities” were “not churches in a proper sense.
“There are many Protestant churches that are members of the WCC and are concerned that they are defined as 'ecclesiastic communities' and not full churches," Kobia said to AP in an interview prior to the meeting.
He said he wasn't looking for Benedict to renounce the 2000 document, but said he hoped the two sides could "move beyond it."
"I would seek understanding that in order to progress on unity, it would be important to speak another language, moving beyond what has been said," he said.
During his meeting with the Pope, Kobia mentioned the issue as one of the fundamental questions of unity.
"Responses to these fundamental ecclesiological questions will certainly affect whether or not our member churches recognize each other's baptism, as well as their ability or inability to recognize one another as churches," Kobia said.
The WCC "would like to encourage dialogue on these fundamental questions," Kobia told the pope, "in our relationships with all our ecumenical partners".
Benedict’s prepared remarks, however, made no mention of the issue.
Kobia's delegation included Bishop Eberhardt Renz from the Evangelical Church in Germany and Archbishop Makarios of Kenya and Irinoupolis, from the Greek Orthodox Patriarchate of Alexandria and all Africa.
Categoria: Ecumenismo
Escrito por Luiz J. Marquart às 11h53
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CHINA: PRÁ ONDE CAMINHAS?
LE MONDE (postado UOL Mídia Global 17/06/05)
17/06/2005 China paga seu "milagre" econômico com a desagregação da sua sociedade Enquanto o país enriquece, diferenças entre suas classes sociais aprofundam-se; a situação poderá levar a um desfecho explosiva
Enquanto o país enriquece, diferenças entre suas classes sociais aprofundam-se; a situação poderá levar a um desfecho explosiva
Frédéric Bobin Correspondente na China
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A China, oficialmente "socialista", é hoje um dos países do mundo onde existem as maiores desigualdades, a tal ponto que alguns analistas a comparam com a América Latina.
Enquanto o país enriqueceu globalmente, as diferenças sociais, por sua vez, aumentaram, expondo certas regiões pobres a surtos de revolta e de contestação que apresentam o risco de um dia constituir um perigo político de marca maior para o regime.
Os números são eloqüentes. Durante os anos 80, a diferença entre a renda urbana e a renda rural era de 1,8/1. Ela passou para 3/1 em 2003, segundo as estatísticas oficiais. Na realidade, ela se aproxima muito mais de 5/1, e até mesmo de 6/1, considerando-se as múltiplas taxas impostas aos camponeses.
O mais preocupante para Pequim é que o enriquecimento global não permite mais fazer recuar a pobreza. Neste contexto, o ano de 2003 foi marcado por uma reviravolta.
Pela primeira vez em duas décadas, o número de pobres (definidos oficialmente por uma renda anual inferior a US$ 77 - R$ 186,03) aumentou, passando de 28,2 milhões para 30 milhões de pessoas. O mito de uma China que supostamente teria conseguido deter a pobreza já era.
Esta reversão de tendência pode ser explicada em parte pela crise da economia rural, pela contração das superfícies aráveis e pelas expropriações dos camponeses das suas terras, entregues à especulação imobiliária.
Entre 1987 e 2001, 34 milhões de agricultores perderam assim a sua terra, enquanto no mesmo momento, os serviços públicos, de saúde e de educação, desmoronavam uma vez que o Estado foi cancelando todos os seus compromissos.
Nestas condições, o êxodo rumo às cidades vai se acelerando inevitavelmente. Calcula-se que estes migrantes do interior formem uma população de mais de 100 milhões de pessoas.
Embora o dinheiro que eles enviam para a aldeia permita à sua família sobreviver, estes "mingongs", como são chamados, descobrem um meio urbano muito pouco acolhedor e cada vez mais marcado pelas desigualdades.
Segundo as estatísticas oficiais, as famílias as mais ricas (8,6%) das cidades monopolizam 60,4% do capital financeiro, ou seja, uma disparidade superior àquela que registrada nos Estados Unidos e na América Latina.
Enquanto o governo não tiver implantado uma política social de redistribuição digna deste nome --o seguro de saúde permanece o privilégio de apenas 76 milhões de empregados urbanos, ou seja, 5,8% da população--, a urbanização acelerada concebida como uma solução para remediar ao mal-estar rural continuará gerando tantos problemas ou mais do que aqueles que ela for solucionando.
Os analistas chineses costumam comparar a estrutura social das cidades a uma estrutura em forma de pagode. Sobre o teto, os altos salários; na base, a baixa renda. E, entre os dois, uma torre que vai se estendendo cada dia um pouco mais. Se a China de amanhã continuar a se parecer com uma pagode, ela estará muito vulnerável aos abalos sísmicos.
Tradução: Jean-Yves de Neufville
Escrito por Luiz J. Marquart às 09h33
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