PAPA X ISLÃ
16/09/2006 - 13h02 - POST FOLHAONLINE http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u100123.shtml
Grupo armado iraquiano ameaça atacar o Vaticano e Roma
language=javascript type=text/javascript> language=javascript1.1 src="http://de.uol.com.br/js.ng/site=folha&chan=online.mundo&size=180x150&page=7&expble=0&ord=59589310?" type=text/javascript>da France Presse, em Dubai
Um grupo armado iraquiano, Jaiech al Mujahedin, ameaçou em um comunicado divulgado neste sábado cometer atentados contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras do papa Bento 16 sobre o islã e o jihad ["esforço" que o muçulmano deve desempenhar para difundir e proteger o islamismo].
"Juramos destruir sua Cruz no coração de Roma (...) e que o Vaticano será atacado e vai chorar por seu papa", afirma o texto divulgado na internet, que critica duramente os "cristãos 'sionizados' e os cruzados cheios de ódio".
O grupo também jogou na internet seis vídeos ilustrando operações que têm como alvos posições militares dos Estados Unidos, "dedicadas ao cachorro dos cruzados, em resposta a suas palavras".
"Só descansaremos quando vossos tronos e vossas cruzes estiverem destruídas, em vosso próprio território", ameaça o grupo, conhecido pelas operações contra as tropas americanas e governamentais no Iraque.
O documento foi divulgado antes de o papa ter afirmado lamentar "profundamente" que alguns trechos de seu discurso tenham parecido ofensivos à sensibilidade dos fiéis muçulmanos.
As palavras de Bento 16 sobre o islã e o jihad [termo que ficou caracterizado como "guerra santa" na imprensa], estabelecendo relações entre religião e violência, provocaram uma onda de indignação no mundo muçulmano.
15/09/2006 - 12h42 POST FOLHAONLINE http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u56959.shtml
Leia trechos do discurso do papa que causaram polêmica
da BBC
Sobre guerra santa
"Eu fui lembrado de tudo isso recentemente quando li (...) parte de um diálogo que aconteceu --talvez em 1391 nos quartéis de inverno perto de Ancara-- pelo erudito imperador bizantino Manuel 2º Paleologus e um persa educado nos assuntos do cristianismo e do islã, e as verdades de ambos.
Na sétima conversa (...) o imperador toca no assunto da guerra santa. Sem entrar em detalhes, como a diferença entre aqueles que leram o "Livro" e os "infiéis", ele se dirigiu ao seu interlocutor com uma rispidez surpreendente na questão central sobre a relação entre religião e violência em geral, dizendo: "Mostre-me o que Maomé trouxe que era novo, e lá você encontrará apenas coisas más e desumanas, como o seu comando de espalhar pela espada a fé que ele pregava".
O imperador, depois de se expressar tão fortemente, continuou explicando em detalhe os motivos pelos quais espalhar a fé através da violência são desarrazoados. Violência é incompatível com a natureza de Deus e com a natureza da alma. "Deus", ele disse, "não fica contente com sangue --e não agir razoavelmente é contrário à natureza de Deus. A fé nasce da alma, e não do corpo. Qualquer um que leve alguma pessoa à fé precisa da habilidade de falar bem e de raciocinar apropriadamente, sem violência ou ameaças."



Leia este blog no seu celular